Arquivo mensais:outubro 2019

Marcos do Desenvolvimento

Você sabe o que são (e quais são) ? 

Os marcos de desenvolvimento não são medidas para cobrar ou comparar níveis de desenvolvimento entre crianças. Nem para deixar mães e pais preocupados com o desenvolvimento do seu filho. Também não tem o objetivo de desconsiderar a individualidade das crianças. Cada criança é única, com o desenvolvimento único.

Qual a importância ?

Os marcos de desenvolvimento são importantes porque norteiam o desenvolvimento infantil e alertam quando os padrões de desenvolvimento não estão adequados para a idade, sendo possível, assim, iniciar uma intervenção de forma precoce e com mais chances de sucesso e efetividade no futuro. Alguns atrasos podem ser comuns, mas merecem observação e cuidado.

Assim, os marcos de desenvolvimento, tornam a observação das dificuldades e potencialidades de desenvolvimento mais claras e objetivas. Dando-nos um parâmetro para a intervenção e estimulação precoce a médio e longo prazo.
Trata-se de um instrumento muito valioso na prevenção e detecção de casos de desenvolvimento atípico. Uma ferramenta que deveria ser conhecida por pais, pediatras, professores e psicólogos. Monitorar o desenvolvimento infantil é questão de saúde pública: crianças que iniciam intervenção de forma precoce têm mais chance de adquirir novas habilidades e tem sua qualidade de vida aumentada

Alguns dos marcos listados nesta série de artigos foram traduzidos do CDC (Centers for Disease Control and Prevention), um dos principais órgãos do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.

O site do CDC possui muitas informações acerca dos marcos de desenvolvimento de bebês e crianças. Através dessas informações é possível identificar a diferença entre um desenvolvimento típico e atípico e agir de forma preventiva ou precoce no diagnóstico, prevenção e tratamento de possíveis atrasos e/ou dificuldades no desenvolvimento de bebês e crianças (de 0 a 5 anos).

Aproveite para ler mais conteúdos a respeito de Marcos do Desenvolvimento clicando aqui

Quando me tornei mãe, em 2013, comecei a pesquisar em vários sites, livros e artigos, um direcionamento cientificamente seguro para os marcos básicos do desenvolvimento infantil. Para minha surpresa, em todas as fontes de busca encontrei informações incompletas, generalistas e, por diversas vezes, superficiais demais para que conseguissem cobrir uma etapa tao importante e decisiva do desenvolvimento humano, a primeira infância.

Partindo dessa lacuna, mudei minha fonte de pesquisa: busquei por grandes centros internacionais de pesquisas e referência em conteúdo para a primeira infância e encontrei artigos, sites, guias, folhetos, vídeos e ate comerciais de televisão (!!!) que orientavam famílias a observar os principais marcos do desenvolvimento das crianças. Infelizmente, quase a totalidade dessas informações não estava disponível em português.

No meio disso tudo obtive algumas respostas para muitas perguntas. Descobri por qual(is) motivo($) nosso país possui um déficit tão gigantesco em programas de intervenção, diagnóstico e estimulação precoce. Descobri quais motivos nos levam a ser um dos países do mundo que diagnostica quadros de atraso de desenvolvimento mais tardiamente, quando quase todas as janelas de desenvolvimento valiosamente proeminentes de intervenção já se encontram fechadas.

Descobri que o fracassado e praticamente inexistente sistema de intervenção/diagnóstico/estimulação de desenvolvimento atípico no nosso país corresponde ao fracassado e praticamente inexistente sistema de propagação de informação e investimento sério e científico de boas práticas para a primeira infância.

O desenvolvimento do meu filho nunca me fez buscar por ajuda de alguma instituição específica de intervenção precoce. Mas o atendimento clínico e institucional enquanto psicóloga de crianças, adolescentes e famílias em desenvolvimento atípico me fez abraçar a causa e me indignar dia após dia com o descaso das autoridades (políticas e intelectuais) em prover e cuidar da parcela mais frágil da população: bebês e crianças.

Disso tudo surgiu a necessidade interna de divulgar essas e outras informações para que mais famílias, escolas e profissionais de primeira infância tivessem acesso. Assim surgiu o Infância Positiva.

Infelizmente, por questão de tempo, falta de recursos (materiais e financeiros) a proposta inicial do IP ficou um tempo comprometida. Ainda assim, sem deixar de compartilhar informações valiosas sobre infância e desenvolvimento com outras mães e famílias, a comunidade online foi vagarosamente crescendo. Hoje, considero essa missão como retomada. Este texto é minha tradução livre do melhor conteúdo compilado nessa busca incessante sobre desenvolvimento infantil. Todas as referências estão expostas para consulta posterior. Alguns dos vídeos relacionados (todos open source) não possuem ainda transcrição das legendas em português (esse é um projeto posterior), mas exemplificam satisfatoriamente a fase de desenvolvimento correspondente.

Conheça os marcos de desenvolvimento da sua criança

O desenvolvimento infantil é um campo vasto que permeia aspectos de diversificadas áreas acadêmicas. Frente a tantos conteúdos, pesquisas, informações e até o senso comum, por onde começar a estudar e pesquisar os fundamentos do desenvolvimento infantil? Este é um guia que levará você aos pressupostos basilares e expoentes do desenvolvimento das crianças.

O ponto de partida para entender o desenvolvimento infantil são os marcos do desenvolvimento físico, motor, social, cognitivo e emocional das crianças. A partir deles, podemos traçar padrões de desenvolvimento infantil através do mundo e por diversas culturas, sabendo o que esperar de cada fase e idade. Prevendo e antecipando necessidades, habilidade e potencialidades do desenvolvimento infantil.

É sabido que cada criança tem seu próprio tempo e ritmo de desenvolvimento, mas existem marcos e direcionamentos que a maioria das crianças em desenvolvimento típico alcançam em um período muito parecido, em várias culturas, no mundo todo. Questões de desenvolvimento físico, motor e cognitivo. Este guia não pretende em nenhuma instância igualar e reduzir crianças a realização ou não dos marcos de desenvolvimento. Mas busca ser um guia para famílias, cuidadores, professores e profissionais que procuram informações seguras acerca dos marcos e o que esperar de cada fase e etapa do desenvolvimento infantil.

Para agendar sua consulta comigo clique aqui, sou psicologa infantil em Manaus

O Conceito do Continuum — A importância da fase do colo

 antropóloga americana Jean Liedloff estudou a tribo venezuelana dos Yequana e defende que para conseguir um desenvolvimento físico, mental e emocional ótimo, o ser humano e especialmente um bebê, necessita o tipo de experiências às quais a nossa espécie se adaptou durante uma longa evolução. Para uma criança são: constante contato físico com seu cuidador desde o nascimento, dormir com os pais até deixar de fazê-lo por vontade própria, amamentação a livre demanda, ser levado constantemente nos braços ou de maneira que possa observar a atividade do adulto, ter cuidadores que respondam aos seus sinais imediatamente sem julgá-la e finalmente, sentir que cumpre as expectativas dos pais, que é bem-vindo e digno. Segundo Liedloff, as crianças cujas necessidades “continuum” forem satisfeitas crescerão com maior auto-estima e serão mais independentes.

Nos dois anos e meio que morei entre os índios da idade da pedra na selva sul-americana — não consecutivos, mas sim em cinco expedições distintas com muito tempo entre elas para refletir — cheguei a compreender que a natureza humana não é o que nos fizeram acreditar. Os bebês da tribo Yequana, longe de precisarem de paz e tranquilidade para dormir, tiravam uma soneca tranquilinhos enquanto os homens, mulheres ou crianças que os carregavam dançavam, corriam, andavam ou gritavam. Todas as crianças brincavam juntas sem brigar ou discutir e obedeciam aos mais velhos no mesmo instante e de bom grado.

A essa gente nunca lhes passou pela cabeça a idéia de castigar uma criança e, no entanto, seu comportamento não deixa entrever permissividade nenhuma. Nenhum moleque faz escândalo, interrompe os outros ou espera que um adulto lhe mime. Aos quatro anos, contribuíam mais com as tarefas do lar que davam trabalho elas mesmas.

Os bebês nos braços quase nunca choravam e era fascinante comprovar que não agitavam os braços e as pernas, não arqueavam as costas nem flexionavam as mãos e os pés. Permaneciam sentados nos slings ou dormiam encostados nos quadris do seu cuidador, desmentindo deste modo a crença de que os bebês precisam mover-se e flexionar as extremidades para exercitar-se. Também observei que não regurgitavam a não ser que estivessem muito doentes e que também não tinham cólicas. Quando se assustavam nos primeiros meses de engatinhar, não esperavam que ninguém acudisse correndo, ao invés disso, iam sozinhos em direção à mãe ou cuidador em busca dessa sensação de segurança antes de seguir com suas explorações. Inclusive sem supervisão, nem os menorzinhos se machucavam.

Será que sua natureza humana é diferente da nossa? Algumas pessoas assim o creem, mas evidentemente só existe uma espécie humana. Que podemos aprender, então, da tribo Yequana?

Antes de tudo, podemos tentar compreender o poder educativo do que eu chamo da “fase do colo”, que começa no momento do nascimento e termina quando o bebê começa a mover-se, quando pode afastar-se do seu cuidador e voltar quando queira. Essa fase consiste, simplesmente, em que o bebê tenha contato físico durante as 24 horas com um adulto ou criança mais velha.

A princípio, vi que essa experiência tinha um efeito extraordinariamente benéfico para os bebês, que não eram tão difíceis de tratar. Seus suaves corpinhos se adaptavam a qualquer postura que fosse cômoda para quem o levasse. Em contraposição a esse exemplo, vemos a incomodidade dos bebês que, com sumo cuidado, dormem no berço ou no carrinho. Bem agasalhados, se encontram lá jogados e rígidos, com o desejo de abrigar-se a um corpo vivo e em movimento: o lugar que lhes corresponde por natureza. Um corpo, em definitivo, que pertence a alguém que acreditará no seu choro e aliviará o seu anseio com braços afetuosos.

Por quê nossa sociedade é tão incompetente? Desde a infância, nos ensinam a não acreditar nos nossos instintos. Condicionados para desconfiar do que sentimos, nos persuadem para que não acreditemos no choro de um bebê que diz: “ Me pega no colo!”, “Quero estar com você!”, “Não me deixe!”. Em lugar disso, recusamos a idéia da resposta natural e seguimos os preceitos da moda que são ditados pelos “especialistas” no cuidado infantil. A perda da fé em nossa experiência inata nos leva a pular de um livro a outro, à medida que vão fracassando todas e cada uma das modas passageiras.

É essencial entender quem são os verdadeiros especialistas. O segundo especialista em cuidado de bebês reside no nosso interior, assim como em cada ser vivo que, por definição, deve saber como cuidar de sua cria. É claro que o maior especialista é o próprio bebê, programado durante milhões de anos de evolução para demonstrar seu temperamento com sons e gestos quando gosta do cuidado que recebe. A evolução é um processo de perfeição que “afinou” nosso comportamento com uma precisão magnífica. O sinal do bebê, a compreensão deste por parte dos que o rodeiam e o impulso a obedecê-la formam parte do caráter da nossa espécie. Nosso intelecto presunçoso demonstrou-se mal preparado para advinhar as autênticas necessidades do bebê. A pergunta costuma ser: “Devo pegar o bebê quando chora?”, “Devo deixar chorar um pouco antes de pegâ-lo?” ou “Deveria deixar que chore para que saiba quem manda e não se torne um tirano?”.

Nenhum bebê concordará com essas imposições. De forma unânime nos fazem saber através de gestos e sinais que não querem que lhes façamos dormir e lhes ponhamos no carrinho. Como essa opção não foi muito defendida na civilização ocidental atual, a relação entre pais e filhos acabou marcada por essa confrontação.

O jogo se centrou em como fazer o bebê dormir no berço, mas nunca se debateu se é preciso respeitar ou não o choro do bebê. Apesar de que o livro de Tine Thevenin, The Family Bed (A Cama Familiar), entre outros, abriu a brecha com o tema de que as crianças durmam com seus pais, não se abordou com claridade suficiente o princípio mais importante: “Atuar contra a natureza como espécie conduz irremediavelmente à perda do bem-estar”.

Então, uma vez que compreendamos e aceitemos o princípio de respeitar as expectativas inatas, poderemos descobrir com exatidão quais são essas expectativas. Em outras palavras, saberemos o que é que a evolução nos acostumou a experimentar e sentir.

Por quê nossa sociedade é tão incompetente? Desde a infância, nos ensinam a não acreditar nos nossos instintos. Condicionados para desconfiar do que sentimos, nos persuadem para que não acreditemos no choro de um bebê que diz: “ Me pega no colo!”, “Quero estar com você!”, “Não me deixe!”. Em lugar disso, recusamos a idéia da resposta natural e seguimos os preceitos da moda que são ditados pelos “especialistas” no cuidado infantil. A perda da fé em nossa experiência inata nos leva a pular de um livro a outro, à medida que vão fracassando todas e cada uma das modas passageiras.

A Função Educativa

Como cheguei à conclusão de quão importante é a fase do colo para o desenvolvimento de uma pessoa? A primeira coisa que vi foi como era feliz essa gente nas florestas da América do Sul com seus bebês penduradinhos no corpo e, pouco a pouco, fui relacionando esse fato tão simples com a qualidade de vida. Mais tarde, cheguei a certas conclusões a respeito de como e por quê é essencial o contato contínuo com o cuidador na fase pós-natal do desenvolvimento.

Por um lado, parece que a pessoa que carrega o bebê (normalmente a mãe durante os primeiros meses e depois uma criança de 4 a 12 anos que devolve o bebê à mãe para que esta lhe alimente) está servindo de base para as experiências posteriores. O bebê participa passivamente nas corridas, passeios, risadas, bate-papos, tarefas e brincadeiras do cuidador que o carrega. As atividades, o ritmo, as inflexões de linguagem, a variedade de vistas, noite e dia, a variação de temperatura, secura e humidade, além dos sons da vida em comunidade, formam a base para a participação ativa que começará aos seis ou oito meses, com o arrasto, a engatinhada e depois o passo. Um bebê que passou todo esse tempo deitado no berço, olhando o interior de um carrinho ou o céu, terá perdido a maior parte dessa experiência essencial.

Devido à necessidade que a criança tem de participar, é muito importante que os cuidadores não fiquem olhando pra ele ou perguntando constantemente o que querem, mas sim que deixem que eles mesmos tenham vidas ativas. De vez em quando, não podemos resistir a dar-lhes um monte de beijos, no entanto, uma criança que está acostumada a ver passar a vida agitada que levamos se confunde e se frustra quando nos dedicamos a contemplar como ele vive a sua. Um bebê que não fez mais que contemplar a vida que vivemos, se submerge na confusão se lhe pedimos que seja ele quem a dirija.

Parece que ninguém se deu conta da segunda função essencial da experiência da fase do colo, inclusive eu mesma, até meados da década de 60. Esta experiência dota os bebês de um mecanismo de descarga do excesso de energia que não são capazes de fazer por si mesmos. Nos meses anteriores a poder mover-se sozinhos, acumulam energia mediante a absorção do alimento e a luz solar. É então quando o bebê necessita o contato constante com o campo energético de uma pessoa ativa que possa descarregar o excesso de energia que nenhum dos dois utiliza. Isso explica porque os bebês Yequana estavam tão relaxados e porque não ficavam rígidos, davam chutes ou arqueavam as costas.

Para oferecer uma experiência ótima nesta etapa temos que aprender a descarregar nossa energia de maneira eficaz. Podemos acalmar mais rapidamente um bebê correndo com ele, dançando ou fazendo o que seja para eliminar o excesso de energia próprio. Uma mãe ou pai que tem que sair de repente para buscar alguma coisa não precisa dizer: ”Fica com o bebê que vou correndo até a loja”. O que tenha que sair que leve o bebê. Quanto mais ação, melhor.

Bebês e adultos experimentam tensões quando a circulação de energia nos seus músculos não flui bem. Um bebê cheio de energia acumulada não descarregada está pedindo ação: uma volta pela sala dando pulinhos ou uma dança agitada. O campo de energia do bebê aproveitará imediatamente essa descarga do adulto. Os bebês não são as pessoinhas frágeis que costumamos tratar com luvas de seda. De fato, se neste estágio de formação tratamos a um bebê como se fosse frágil, acabará acreditando que é fraco de verdade.

Como pais, podemos conseguir a destreza para compreender o fluxo de energia do nosso filho. No processo, descobriremos muitas mais maneiras de ajudá-lo a manter o suave tônus muscular do bem-estar ancestral e de proporcionar-lhe a calma e o conforto que necessita para sentir-se confortável nesse mundo.

Este texto foi publicado originalmente na revista Mothering, edição do inverno de 1989

Leitura: Continuum Concept, The — Liedloff, Jean. Perseus Books (1986).

Tradução de Bel Kock-Allaman

Lucy peres é psicóloga em Manaus, caso você deseja encontrar psicologo infantil em Manaus ela é Psicóloga com ênfase e  formação em Ensino e Treino de Habilidades Socioemocionais para a primeira Infância pelo projeto do núcleo CeSefeL – Center on the Social and Emotional Foundations for Early Learning – da Universidade Vanderbilt. Écasada e mãe de dois meninos.

psicologia, psiquiatria

Saúde mental – Setembro amarelo

Vamos falar sobre o suicídio?

Estar atento às situações de comportamento não habitual daqueles que nos cercam é fundamental para evitar consequências fatais

O suicídio é um assunto pouco discutido entre as pessoas e um grave problema de saúde pública, tornando-se um tabu dentro das casas, escolas e trabalhos. 

Falar sobre o assunto é sempre um desafio. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 90% das mortes podem ser prevenidas se tomarem providências a tempo. Por isso a comunicação é importante, para que mais pessoas possam ser ouvidas e observadas com atenção.

O suicídio pode afetar pessoas de todas as idades e de ambos os sexos, porém, entre os homens, o índice é maior, cerca de 13,5 a cada cem mil homens tiram a própria vida todos os dias. 

Os dados são alarmantes, segundo pesquisas feitas pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), cerca de 32 pessoas se suicidam por dia no país, um número superior às mortes causadas por câncer e aids. O suicídio atinge cerca de 800 mil pessoas todos os anos.

Sobre a campanha Setembro Amarelo

A campanha setembro amarelo foi criada em 2014 como forma de combate e prevenção ao suicídio, pelo Centro de Valorização da Vida (CVV). A campanha tem o intuito de conscientizar e alertar as pessoas sobre a valorização da vida.

Para tentar combater esse problema, desde o ano de 2015, o ministério da saúde mantém parceria com o CVV. 

O CVV atende voluntariamente as pessoas que estão passando pelo problema, através de ligações, e-mails, chat e voip 24 horas todos os dias. O número para entrar em contato com o centro é 188, a ligação é gratuita e pode salvar vidas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), menciona que é possível evitar o suicídio, reafirmando o compromisso de todos os países adotarem estratégias para combater o problema. Para a (OMS), é fundamental estar atento aos sinais de alerta para as possíveis tentativas de suicídio. 

Fatores desencadeantes para o suicídio

Muitos casos de suicídio acontecem impulsivamente em momentos de crise, ou quando sofrem algum tipo de discriminação. 

A depressão, o desemprego, crises financeiras, não adequação ao meio que vive, o bullying, perda de entes queridos, conflitos, desastres, violências psicológicas e físicas, abusos, são alguns dos fatores para cometer o suicídio.

Entre esses sinais estão o aparecimento ou agravamento de problemas de comportamento ou de manifestações verbais durante pelo menos duas semanas, o isolamento e preocupação com a própria morte ou falta de esperança, expressão de ideias ou de intenções suicidas.

Outros sinais como o distanciamento dos círculos de amizades, falta nas reuniões de família, interação menor nas redes sociais, também servem de alerta para procurar ajuda de um especialista. 

Principais sinais de alerta para o suicídio

  • Aumento no uso de álcool, cigarros e drogas;
  • Procurar métodos para tirar sua própria vida por meio da internet;
  • Abandono de atividades rotineiras, como: passear, realizar atividades físicas.
  • Perda de interesse por atividades que lhe dão prazer;
  • Isolamento da família, amigos ou namorado(a);
  • Sono desregulado (dormir muito ou ter insônia durante a noite);
  • Visitar ou ligar para conhecidos como forma de se despedir;
  • Se tornar agressivo;
  • Raiva;
  • Irritabilidade;
  • Humilhação;
  • Ansiedade;
  • Depressão;
  • Frases típicas como: “se sente um fardo”, “se sente sufocado”, “que não tem mais razão para viver”, “que preferia estar morto”; “que não queria existir”.

O que fazer para ajudar?

Ao identificar alguns desses sinais em alguém próximo, seja um familiar ou amigo, o mais importante é demonstrar amor e empatia pelo sofrimento e angústia da pessoa, tentando entender o que está acontecendo e qual o fator desencadeante para o problema.

Por isso a importância da comunicação é essencial para saber se a pessoa está se sentindo triste, deprimida e, até se está pensando em suicídio.

Os jovens entre 15 e 19 anos, são os que mais sofrem com essas crises, então, ajudar jovens a desenvolver habilidades úteis para lidar com as pressões da vida, especialmente em casa e nas escolas é essencial para evitar consequências fatais.

Conversar com as pessoas que estão passando pelo problema pode ajudar a restaurar as esperanças e passar segurança a curto prazo. 

Se perceber que o risco é iminente, não largue a pessoa sozinha. Deixe os objetos que ofereçam perigo longe de vista, isso evita comportamentos impulsivos e desastrosos.

Uma vez identificada uma pessoa que precisa de ajuda, o aconselhável é procurar um profissional adequado para ajudar, principalmente um psiquiatra em Manaus. Esses profissionais estão aptos a reconhecer os sinais de alerta e tomar as providências necessárias para evitar tal risco.

Se caso sentir-se sobrecarregado ao ajudar uma pessoa que estar com pensamentos suicidas, procure ajuda também. Lembre-se! O importante é ouvir sem julgar a pessoa, a conexão humana ajuda muito. 

Quais especialistas procurar?

Psicólogos e psiquiatras são os especialistas mais indicados para lidar com a situação. Esses profissionais estão aptos a identificar os problemas de saúde mental, trabalhando os aspectos comportamentais, ajudando na superação de situações que envolvam crises de desenvolvimento pessoal, profissional entre outros.

Esses especialistas praticam a psicoterapia, observando de perto o comportamento humano, através de conversas com o paciente sobre o problema.

Veja o perfil de alguns profissionais que atendem em Manaus

A startup de agendamento de consultas médicas ipok, conta com profissionais disponíveis para ajudá-lo. Conheça o perfil dos psicólogos e psiquiatras da plataforma e marque sua consulta.

Fique atento aos sinais, fique por perto, ofereça ajuda. Compartilhe a solidariedade e o amor com seu próximo. 

Falar sempre será a melhor solução! Não o abandone, ou ligue para 188. Preserve a vida e tenha conexões de qualidade com as pessoas. 

Encontre psicólogos em Manaus e também, psiquiatra em manaus

psicologia, psiquiatria, ansiedade

O que é Ansiedade e saiba mais sobre esse transtorno psiquiátrico

04 de September de 2019

Fique atento a intensidade de sinais, a ansiedade é um problema de saúde e requer acompanhamento de um profissional

Ansiedade é um estado psíquico de apreensão ou medo provocado pela antecipação de uma situação desagradável ou perigosa. O quadro de ansiedade vem acompanhado por sintomas de tensão, em que o foco de perigo antecipado pode ser interno ou externo.

Ataques de pânico, dores de cabeça, falta de ar, são alguns dos sinais apresentados por pessoas que sofrem de ansiedade. 

Reações contínuas de medo, angústia, preocupação, pânico, fobia, quando agravadas no dia a dia é sinal da doença. 

Além do transtorno de ansiedade generalizada (TAG), existe também o transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e estresse pós-traumático.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil apresenta o maior número de pessoas com ansiedade, cerca de 9,3% da população sofre com o problema. Os dados mostram que os casos da doença são mais presentes em mulheres do que em homens. 

Confira os principais tipos da doença

  • Ansiedade generalizada: preocupação diária, dores musculares, cefaleias e problemas gastrointestinais são comuns;
  • Fobia social: medo ao estar em ambientes sociais, timidez excessiva;
  • Fobias específicas: medo exagerado por objetos, animais, personagens, lugares;
  • Pânico: crises que dão a sensação de que algo pior irá acontecer, como morrer, enlouquecer ou perder o controle;
  • Agorafobia: medo de aglomerações, ou situações que dificultem pedir ajuda a alguém;
  • Transtorno obsessivo compulsivo (TOC): compulsão em realizar atividades várias vezes, sensação de que se não fizer, algo de ruim poderá acontecer;
  • Transtorno de estresse pós-traumático: acontece após um episódio traumático, pode surgir sintomas físicos, angústia e ansiedade; 

Veja os principais sintomas 

Os sintomas da doença pode ser reconhecido quando não há motivos suficientes para a pessoa se sentir tão angustiada ao ponto de ter sua rotina mudada. A ansiedade se caracteriza pela preocupação e expectativa excessiva.

Os sintomas podem ser mentais e físicos, são eles:

  • Nervosismo;
  • Pânico;
  • Tonturas;
  • Problemas gastrointestinais;
  • Falta de concentração;
  • Medo excessivo;
  • Descontrole de pensamentos;
  • Preocupação constante;
  • Dificuldades para dormir;
  • Irritabilidade e agitação;
  • Dor no peito;
  • Respiração ofegante;
  • Cansaço e fraqueza;
  • Tremor e sudorese;
  • Náuseas;
  • Diarréia;
  • Tensão muscular;

Além disso, as pessoas com transtornos de ansiedade esquivam-se de viver certos momentos, passando a viver de forma restrita para não aumentar o sintoma. A ansiedade atinge a vida das pessoas, desencadeando problemas como não sair de casa sozinho, não participar de encontros com a família e amigos, ficar preocupado com tudo, sentir medo frequentemente, entre outras questões.

Conheça os principais fatores de risco

Na maioria das vezes a pessoa já possui a doença, podendo ser genético ou hereditário. Outro fator recorrente para pessoa que sofre com o problema, são os traumas de infância, quando a criança passa por uma acontecimento que marcou sua vida, desde a separação de seus pais, ou abuso infantil, podendo desenvolver mais tarde algum tipo de transtorno.

Como já foi citado acima, a ansiedade é mais presentes em mulheres, questões hormonais, como a menopausa, e situações que causam estresse estão entre os maiores responsáveis do problema. 

O uso de substâncias como drogas, álcool e nicotina também influencia no surgimento da doença e pode ser agravado em pessoas que já possui tendência a desenvolver o transtorno.

Como tratar a ansiedade?

No caso de ansiedade é essencial o acompanhamento de um psicólogo em Manaus que avaliará os sintomas da doença por meio de diferentes formas de tratamento, o especialista analisa o caso, identifica os sinais e combate às complicações que a doença pode causar. 

Não há exames precisos que possam confirmar a doença, mas, os pacientes apresentam sintomas como falta de ar e taquicardia, então o médico solicita outros exames para possíveis doenças desenvolvidas com o transtorno.

Algumas pessoas podem desenvolver casos mais graves, então o médico indica a ajuda de um psiquiatra Manaus para receitar medicamentos que ajudem no tratamento.

Mudanças devem ser feita no estilo de vida do paciente para melhorar sua qualidade de vida e bem-estar, isso inclui a prática de atividades físicas, uma dieta saudável e balanceada, momentos de lazer com familiares e amigos, contatos sociais, entre outros.

Como ajudar alguém que está passando por uma crise de ansiedade?

  • Primeiramente indique um profissional para ajudar a pessoa que passa pelo transtorno, somente o especialista saberá lidar com as crises do paciente;
  • Se for um amigo ou conhecido, aponte um educador físico que possa estimular a realização de atividades físicas;
  • Ouça o que a pessoa ansiosa têm a dizer, fazendo isso você ajuda a pessoa a desabafar seus medos e fobias;
  • Ao ver alguém tendo uma crise, não a abandone, peça para respirar e ter calma;
  • Se não souber o que fazer, leve o paciente ao pronto socorro mais próximo, lá terá profissionais disponíveis para ajudá-lo.
  • E acima de tudo, compreenda a pessoa ansiosa, não a julgue,você vai apenas contribuir para que a ansiedade do outro aumente, uma vez que ele se sente impotente diante do transtorno que apresenta.

A startup de agendamento de consultas médicas ipok, conta com profissionais disponíveis para ajudá-lo. Conheça o perfil de alguns especialistas que atendem em Manaus.

Aline dos Santos Silva – Psicóloga

Allan Oliveira Cruz – Psicólogo

Ana Carolina Haddad P. Ribeiro – Psicóloga

Amon Eriko de A. Albuquerque – Psicólogo

Alessandra Pereira – Psiquiatra

Laisa Arruda P. Duarte – Psiquiatra

Daniele Holanda – Psiquiatra

Ana Paula Lima Amanajás – Psiquiatra