Popularmente conhecida como “Gordura no Fígado”, é um problema de saúde que acontece quando as células do fígado são infiltradas por células de gordura. É normal haver presença de gordura no fígado, no entanto quando este índice chega a 5% ou mais o quadro deve ser tratado o mais brevemente possível. 

Se não tratada corretamente, a estatose hepática pode provocar, a médio e longo prazo, uma inflamação capaz de evoluir para quadros mais graves de hepatite gordurosa, cirrose hepática e até câncer no fígado. Nesses casos, o fígado não só aumenta de tamanho, como também adquire um aspecto amarelado. O transplante, muitas vezes, pode ser a única indicação para situações mais críticas.

O quadro é reversível com mudanças de estilo e hábitos de vida, que devem ser mais saudáveis e com as devidas orientações médicas. Cuide de sua saúde, a esteatose hepática é um problema sério que pode levar à morte.

O fígado é um órgão do corpo humano essencial, sendo responsável por mais de 500 funções fundamentais para manutenção do organismo.

Causas

Existem duas classificações de Esteatose Hepática, que têm causas diferentes.

  • Alcoólicas: provocadas pelo consumo excessivo de álcool (regular ou esporádico)
  • Não alcoólicas: provocadas por hábitos e estilos de vida inadequados.

A Esteatose Hepática Não Alcoólica é causada por:

  • Sobrepeso;
  • Obesidade;
  • Gravidez;
  • Sedentarismo;
  • Diabetes;
  • Má alimentação;
  • Colesterol alto;
  • Pressão alta;
  • Perda ou ganho muito rápido de peso;
  • Uso de medicamentos (corticoides, estrógeno, amiodarona, antirretrovirais, diltiazen e tamoxifeno);
  • Inflamações crônicas no fígado.
  • O excesso de peso é atualmente uma das principais causas da esteatose hepática não alcoólica, sendo responsável por 60% dos casos de gordura no fígado.

Sintomas

A esteatose hepática, nos quadros leves, não apresenta sintomas específicos. Nos quadros intermediários a pessoa percebe os seguintes sinais:

  • Dor no abdômen;
  • Cansaço;
  • Fraqueza;
  • Perda de apetite;
  • Aumento do fígado;
  • Barriga inchada;
  • Dor de cabeça constante;
  • Nos estágios mais avançados da doença, a principal característica é a inflamação e a fibrose que resultam em insuficiência hepática. Nessas situações os sintomas mais comuns são:
  • Acúmulo anormal de líquido dentro do abdômen.
  • Doenças no encéfalo;
  • Confusão mental;
  • Fadiga;
  • Hemorragias;
  • Queda no número de plaquetas sanguíneas;
  • Icterícia (pele e olhos amarelados);
  • Fazes sem cor;
  • Alterações do sono;
  • Mudanças na coagulação;
  • Inchaço dos membros inferiores;
  • Aumento rápido do volume abdominal;

Normalmente a gordura no fígado se acumula sem causar sintomas físicos. Ela pode ser detectada em exames de ultrassonografia do abdômen, quando é possível notar um fígado aumentado.

Fatores de risco

Pessoas com obesidade, sedentárias e que fazem consumo de álcool, regular ou não, têm mais tendências para desenvolvimento da esteatose hepática. Mulheres também têm um risco maior de desenvolver excesso de gordura no fígado, tendo em vista que o hormônio estrógeno, produzido naturalmente pelo corpo feminino, propicia o acúmulo dessa gordura.

Outro fator de risco são pessoas com ascendência oriental ou hispânica. Descendentes de africanos têm menos chances de desenvolver o quadro. Em um número bem menor de casos, pessoas magras, que não consomem bebidas alcoólicas e que não têm alterações de colesterol e glicemia, podem desenvolver quadros de esteatose hepática gordurosa.

Em crianças nos primeiros anos de vida, a esteatose hepática é causada principalmente por doenças metabólicas. Já nas crianças maiores e adolescentes, as causas são semelhantes às dos adultos e ligadas diretamente ao estilo de vida. O tratamento na infância é essencial para prevenir danos irreversíveis na fase adulta, além da conscientização da criança e familiares para hábitos de vida saudáveis.

Diagnóstico

O diagnóstico da esteatose hepática não alcoólica é feito por meio de exames de rotina, laboratoriais e/ou de imagem. Se for detectada alguma alteração nos resultados, é importante é levantar a história do paciente, que deve passar por minucioso exame físico e submeter-se a exames de sangue para medir os níveis das enzimas hepáticas.

Embora a ultrassonografia, a tomografia e a ressonância magnética sejam muito úteis para avaliar possíveis alterações no fígado, há casos em que a confirmação do diagnóstico depende de biopsia. Entre todos, porém, o exame mais importante para diagnóstico da enfermidade é a elastografia transitória, um método semelhante à ultrassonografia, indolor, que mede a elasticidade do tecido hepático e a quantidade de gordura acumulada no fígado.

O ideal é ter o diagnóstico precoce da doença. Por isso, pessoas com fatores de risco devem fazer consultas médicas periódicas para avaliar a necessidade de monitorar a quantidade de gordura no fígado, assim como ter um panorama geral de toda a saúde do corpo.

Tratamento

Não existe um tratamento específico para o fígado com excesso de gordura. Ele é determinado de acordo com as causas da doença, que tem cura, e baseia-se em três pilares: estilo de vida saudável, alimentação equilibrada e prática regular de exercícios físicos. São mais raros os casos em que se torna necessário introduzir medicação.

Prevenção

Algumas medidas são indispensáveis para prevenir o acúmulo de gordura no fígado ou para reverter o quadro já instalado.

Esteja atento às medidas da circunferência abdominal, que não devem ultrapassar 88 cm nas mulheres e 102cm nos homens;

Procure manter o peso dentro dos padrões ideais para sua altura e idade, mas cuidado. Dietas restritivas que provocam emagrecimento muito rápido podem piorar o quadro;

Beba com moderação durante a semana e nos fins de semana também;

Restrinja o consumo dos carboidratos refinados e das gorduras saturadas. Substitua esses alimentos pelos integrais e por azeite de oliva, peixes, frutas e verduras.

Onde buscar tratamento em Manaus:

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Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou em alguma unidade de saúde pública mais próxima da sua região.

Fonte: Ministério da Saúde

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