psicologia, psiquiatria

Saúde mental – Setembro amarelo

Vamos falar sobre o suicídio?

Estar atento às situações de comportamento não habitual daqueles que nos cercam é fundamental para evitar consequências fatais

O suicídio é um assunto pouco discutido entre as pessoas e um grave problema de saúde pública, tornando-se um tabu dentro das casas, escolas e trabalhos. 

Falar sobre o assunto é sempre um desafio. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 90% das mortes podem ser prevenidas se tomarem providências a tempo. Por isso a comunicação é importante, para que mais pessoas possam ser ouvidas e observadas com atenção.

O suicídio pode afetar pessoas de todas as idades e de ambos os sexos, porém, entre os homens, o índice é maior, cerca de 13,5 a cada cem mil homens tiram a própria vida todos os dias. 

Os dados são alarmantes, segundo pesquisas feitas pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), cerca de 32 pessoas se suicidam por dia no país, um número superior às mortes causadas por câncer e aids. O suicídio atinge cerca de 800 mil pessoas todos os anos.

Sobre a campanha Setembro Amarelo

A campanha setembro amarelo foi criada em 2014 como forma de combate e prevenção ao suicídio, pelo Centro de Valorização da Vida (CVV). A campanha tem o intuito de conscientizar e alertar as pessoas sobre a valorização da vida.

Para tentar combater esse problema, desde o ano de 2015, o ministério da saúde mantém parceria com o CVV. 

O CVV atende voluntariamente as pessoas que estão passando pelo problema, através de ligações, e-mails, chat e voip 24 horas todos os dias. O número para entrar em contato com o centro é 188, a ligação é gratuita e pode salvar vidas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), menciona que é possível evitar o suicídio, reafirmando o compromisso de todos os países adotarem estratégias para combater o problema. Para a (OMS), é fundamental estar atento aos sinais de alerta para as possíveis tentativas de suicídio. 

Fatores desencadeantes para o suicídio

Muitos casos de suicídio acontecem impulsivamente em momentos de crise, ou quando sofrem algum tipo de discriminação. 

A depressão, o desemprego, crises financeiras, não adequação ao meio que vive, o bullying, perda de entes queridos, conflitos, desastres, violências psicológicas e físicas, abusos, são alguns dos fatores para cometer o suicídio.

Entre esses sinais estão o aparecimento ou agravamento de problemas de comportamento ou de manifestações verbais durante pelo menos duas semanas, o isolamento e preocupação com a própria morte ou falta de esperança, expressão de ideias ou de intenções suicidas.

Outros sinais como o distanciamento dos círculos de amizades, falta nas reuniões de família, interação menor nas redes sociais, também servem de alerta para procurar ajuda de um especialista. 

Principais sinais de alerta para o suicídio

  • Aumento no uso de álcool, cigarros e drogas;
  • Procurar métodos para tirar sua própria vida por meio da internet;
  • Abandono de atividades rotineiras, como: passear, realizar atividades físicas.
  • Perda de interesse por atividades que lhe dão prazer;
  • Isolamento da família, amigos ou namorado(a);
  • Sono desregulado (dormir muito ou ter insônia durante a noite);
  • Visitar ou ligar para conhecidos como forma de se despedir;
  • Se tornar agressivo;
  • Raiva;
  • Irritabilidade;
  • Humilhação;
  • Ansiedade;
  • Depressão;
  • Frases típicas como: “se sente um fardo”, “se sente sufocado”, “que não tem mais razão para viver”, “que preferia estar morto”; “que não queria existir”.

O que fazer para ajudar?

Ao identificar alguns desses sinais em alguém próximo, seja um familiar ou amigo, o mais importante é demonstrar amor e empatia pelo sofrimento e angústia da pessoa, tentando entender o que está acontecendo e qual o fator desencadeante para o problema.

Por isso a importância da comunicação é essencial para saber se a pessoa está se sentindo triste, deprimida e, até se está pensando em suicídio.

Os jovens entre 15 e 19 anos, são os que mais sofrem com essas crises, então, ajudar jovens a desenvolver habilidades úteis para lidar com as pressões da vida, especialmente em casa e nas escolas é essencial para evitar consequências fatais.

Conversar com as pessoas que estão passando pelo problema pode ajudar a restaurar as esperanças e passar segurança a curto prazo. 

Se perceber que o risco é iminente, não largue a pessoa sozinha. Deixe os objetos que ofereçam perigo longe de vista, isso evita comportamentos impulsivos e desastrosos.

Uma vez identificada uma pessoa que precisa de ajuda, o aconselhável é procurar um profissional adequado para ajudar, principalmente um psiquiatra em Manaus. Esses profissionais estão aptos a reconhecer os sinais de alerta e tomar as providências necessárias para evitar tal risco.

Se caso sentir-se sobrecarregado ao ajudar uma pessoa que estar com pensamentos suicidas, procure ajuda também. Lembre-se! O importante é ouvir sem julgar a pessoa, a conexão humana ajuda muito. 

Quais especialistas procurar?

Psicólogos e psiquiatras são os especialistas mais indicados para lidar com a situação. Esses profissionais estão aptos a identificar os problemas de saúde mental, trabalhando os aspectos comportamentais, ajudando na superação de situações que envolvam crises de desenvolvimento pessoal, profissional entre outros.

Esses especialistas praticam a psicoterapia, observando de perto o comportamento humano, através de conversas com o paciente sobre o problema.

Veja o perfil de alguns profissionais que atendem em Manaus

A startup de agendamento de consultas médicas ipok, conta com profissionais disponíveis para ajudá-lo. Conheça o perfil dos psicólogos e psiquiatras da plataforma e marque sua consulta.

Fique atento aos sinais, fique por perto, ofereça ajuda. Compartilhe a solidariedade e o amor com seu próximo. 

Falar sempre será a melhor solução! Não o abandone, ou ligue para 188. Preserve a vida e tenha conexões de qualidade com as pessoas. 

Encontre psicólogos em Manaus e também, psiquiatra em manaus

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